segunda-feira, 23 de outubro de 2017

AOS OLHOS DE PAULA OZ - II



O que seriam das palavras sem corpo? E o que seria da escrita se as palavras não a ouvissem?
Aqui há vida, é vida que desabrocha nesta obra, sendo assim as palavras vivem, respiram, amam, sorriem e choram!

Ao desfolhar cada página deste livro, senti a autora. Mónica Gaiola é capaz de transmitir os sentimentos na sua prosa poética, porque a vive em pleno, nunca esquecendo a essência pura e singular dos astros metafóricos, que a caracterizam e partilham emoções como o amor, a amizade, a família, a saudade
e a felicidade, a esperança e o milagre.´

Bastante patente nesta obra, um ondular emocional:
Milagre – ser mãe
Amor – a expressão do corpo
A luta diária – depressão, saudade, nostalgia e força
Paixão – o desejo
Fantasia – o encontro e o desencontro
A mente – o tudo e o nada
A vida – o mundo

Há a luz silenciosa da mente, a realidade do coração, o lirismo e o cântico da palavra. A existência do abismo, da dor, a morte que renasce com esperança! O silêncio e a VOZ.

O primeiro pensamento que me aflora no ser ao evocar Mónica Gaiola é:
Amor universal e humildade.

Toda a sua escrita é reflexo dos olhos da alma, coroada por uma inspiração invulgar e um verbo extraordinariamente lapidado e recheado de sabedoria. A autora é um poema no coração do mundo!

Sinto-me nesta obra a mulher em muitas mulheres, a profundidade do espírito em descoberta, abro portas no céu com asas abertas.
Recordo a minha infância
Abraço a amizade
E por fim sonho...

Uma obra-prima digna de ser sentida, lida e relida!

Desfrutem as palavras de Mónica Gaiola, para ofertar à vossa vida, um sopro
mais leve, a sabedoria, a luz que nos alenta e com mais respostas às incógnitas e com mais encontros aos desencontros.

"Quanto fui, quanto não fui, tudo isso..."

(Fernando Pessoa)


Para o livro:


Entre o Sonho e o Abismo
- a vida –


Mónica Gaiola

domingo, 22 de outubro de 2017

FALA AÍ BRASIL... ADRIANA MAYRINCK

O QUE A MINHA CANETA ESCREVEU não é apenas um livro do MANUEL MACHADO com poemas  selecionados e um projeto  bem elaborado pelo coordenador da Coleção, STATUS QUO, Emanuel Lomelino.

O livro é um portal que nos leva para passear por algumas horas inebriados pela boa escrita e diversidade dos temas. Ora com dor, ora com amor, ora olhando para dentro de si, ora com saudosismo, mas sempre transbordando de emoção.

E foi em uma tarde de sábado ensolarado e quente em Lisboa que conheci o autor e obra no lançamento do seu primeiro livro. Só isso já seria o suficiente para discorrer sobre a emoção que todos nós, autores, sentimos ao publicar o nosso primeiro "filho". Sei bem o que significa esse momento e apenas poderia estar sendo solidária, mas fiquei bastante satisfeita com o que li e me fez admirar e divulgar o autor e esperar por mais.

Além disso, deparo-me com Alice Vieira, apresentando o livro que por si só já havia me encantado. Estava ali, olhando para uma das poetisas mais consagradas e que no lado de lá do oceano, por muitas vezes me fazia mergulhar  inebriada em suas palavras. É, ela estava ali, bem perto para uma aproximação e claro, ser bajulada pela fã, que surpreendeu-se e passou a admirar ainda mais, pela gentileza, delicadeza e imensidão. Não só de sua obra, mas do seu ser. E levo os ecos de suas palavras, que com uma simplicidade sem igual, mostrou e iluminou caminhos. E como se não bastasse, amigos que curto, e acompanho no facebook, saíram da rede social e me acolherem com tanto carinho e atenção. Foi um encontro bem agradável e divertido, que me fez pensar, no quanto existem pessoas tão queridas, e que sem esse contato virtual, talvez fôssemos privados de suas presenças e conhecimento. Isso sem contar com a dose extra de emoção, que instalou-se e transbordou na poesia, na música e no olhar de todos os presentes.

Foi apenas uma tarde de sábado, que poderia ser como tantas outras iguais, mas onde a arte, a sensibilidade, a vida, resolvem se apresentar ao mesmo tempo no palco para brilhar, só nos resta aplaudir de pé e reter na lembrança tão boa sensação, voltando a casa, com a alma radiante.

Neste dia, o sol brilhava e aquecia dentro do museu/biblioteca onde a vida marcou um encontro, convocando ao mesmo tempo pessoas muito especiais que fazem a diferença onde quer que estejam.

E sigo ainda sorrindo, dias depois, ainda com o coração aquecido.

DRIKKA INQUIT

sábado, 21 de outubro de 2017

FALA AÍ BRASIL... PATRÍCIA PORTO - XV

Para alfabetizar letrando

Ser alfabetizado não é ser livre; é estar presente e ativo na luta pela reivindicação da própria voz, da própria história e do próprio futuro.
Henry A. Giroux

O livro é passaporte, é bilhete de partida.
Bartolomeu Campos Queirós

Durante muitas décadas, e já na República do Brasil, a alfabetização, principalmente para as crianças e para os adultos das classes populares foi vista, pensada  e desenvolvida através de métodos tradicionais e de práticas escolares que estavam centradas numa concepção que limitava a alfabetização à idéia de uma determinada aquisição do código linguístico que passava unicamente pelo uso da cartilha e da palavração sem sentido: “o dente do elefante” , “Eva viu a uva”, “o coelho come repolho”... Quem foi alfabetizado com a cartilha “Caminho Suave” talvez não lembre, mas num dos exercícios - para escrever sobre o “n” pontilhado, podia ser lida a seguinte frase ao lado da letra: “A fumaça da chaminé do navio que o vento juntou.”   Quando lançada em 1948, a cartilha, que adotava o método silábico (das “famílias”), foi uma grande novidade, pois trazia imagens associadas à sistematização das famílias silábicas.  Não se pensava ainda na aprendizagem de frases e textos que se aproximassem das realidades culturais das crianças ou dos adultos. Só tempos depois, nos anos sessenta, com Paulo Freire e a “educação libertadora”, é que  em termos didáticos, irá surgir no panorama nacional, um novo paradigma  metodológico,  progressista e transformador, do qual  vão emergir perguntas que não vão mais querer calar: Alfabetizar quem¿ Alfabetizar para quê? Alfabetizar por quê?

E nessa nossa história da alfabetização, que é passado e ainda presente, foram muitos os governos que negaram o importante papel político e cultural da alfabetização no contexto da educação popular. Jogando para debaixo dos tapetes e mesas dos gabinetes de determinados grupos poderosos a necessária e urgente responsabilidade social de alfabetizar a população brasileira, adotou-se como prática perversa e ideológica,  o mascaramento que usurpava de um expressivo contingente de analfabetos brasileiros, o legítimo e democrático acesso às práticas sociais de leitura e escrita. E isso se deu através de programas como o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), criado pela Lei 5.379 em 1967, durante a ditadura  militar.  E quem foi criança nas décadas de 60 e 70 deve ter ouvido piadas como: “ - Vou te mandar pro Mobral.”, “chiste” que bem representava a ineficiência do programa que tinha como principal objetivo a alfabetização funcional de jovens e adultos.

Já na década de 80 não poderíamos deixar de ressaltar o pioneirismo e a importante contribuição das pesquisas de Emilia Ferreiro e Ana Teberoski sobre os processos de aquisição da linguagem escrita em crianças pré-escolares, um divisor de águas no campo da teoria e da prática na Alfabetização. A partir das teorias psicolinguísticas e através da perspectiva da epistemologia genética piagetiana, Ferreiro e Teberoski, trouxeram relevante estudo sobre o processo assimilativo das crianças, tanto nos aspectos funcionais quanto nos aspectos estruturais da linguagem escrita.  E esses estudos também trouxeram aos educadores o entendimento de que a alfabetização, para além de ser a apropriação de um código linguístico, envolvia um complexo processo de elaboração de hipóteses sobre a representação linguística.

Com a fundamental contribuição de Paulo Freire para alfabetização de adultos e com as novas pesquisas desenvolvidas por Ferreiro e Teberoski, longe dos reducionismos do método da silabação e palavração sem sentido, a alfabetização passa a ser compreendida como campo de complexidades, que não mais exclui do processo de ensino-aprendizagem da linguagem escrita a leitura e, sobretudo, a fala.  Pois para o aprendizado da escrita, é necessário propiciar uma descoberta básica muito bem descrita por Vygotsky (1989), a de que “se pode desenhar, além de coisas, também a fala. Foi essa descoberta, e somente ela, que levou a humanidade ao brilhante método da escrita por letras e frases”. Daí a grande necessidade do processo alfabetizador ser trabalhado com base na leitura e na fala, seja da criança ou do adulto. Daí também a necessidade de se alfabetizar letrando.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FALA ÁFRICA... MACVILDO PEDRO BONDE - IX

O EXERCÍCIO DA ESCRITA: À PROCURA DA PALAVRA CERTA

Falar sobre a escrita é sempre um desafio. Embora, o meu ofício quotidiano passe por escrever os meus sonhos, angústias, desejos, reflexões do meu itinerário enquanto ser deste universo. 

Quero desde já agradecer ao Kupaluxa que por meio do Quive endereçou este convite. Não é todos os dias que conversamos sobre a escrita e seus dilemas. Quando há algumas semanas abordoaram-me sobre esta mesa “redonda” não hesitei, mas cogitei com os meus botões em relação a esta hercúlea tarefa de pensar a literatura. 

O adiamento em virtude do Adelino Timóteo estar na capital e ser um meio de conhecer este poeta das terras do Chiveve, serviu de escape para revigorar a minha ideia da palavra lida e escrita, embora, não tivesse recebido o tema para o nosso debate aberto. Mas, passado dias, vi o cartaz com muitos “likes” a ser partilhado por confrades da mesma trincheira e amigos.

Devo sempre vincar que Moçambique é um país de grandes referências na literatura seja em prosa ou poesia. 

Para iniciar estas minhas breves palavras vou citar um autor que tenho muito gosto em ter conhecido a sua escrita. Não teve a sorte de ganhar o Nobel, mas continua a ser esse farol que alguns críticos literários acham que houve injustiça. 

Jorge Luís Borges, escritor argentino com muitos cruzamentos na sua essência de ser. Como diz o autor: “Sempre imaginei que o paraíso seria algum tipo de biblioteca”. Esta frase remete-nos a leitura, alimentar o nosso desejo de conhecer o mundo em que vivemos. Não há escrita sem leitura. O autor do livro “Fricções” é um exemplo dessa forma de pensar. A partir de uma enciclopédia o autor transporta-nos a um mundo imaginário com a qual constrói o seu texto. 

O autor invoca a biblioteca como paraíso. Logo, a leitura aparece como um elemento fundamental para a palavra certa. Mas, não é sobre fricções que estou aqui. “Para escrever é preciso ler e saber onde se encontra a essência dessa forma de expressão”.

A minha palavra certa passa por muitas influências (nacionais e estrangeiras). Daí que existem autores que não posso deixar de mencionar na minha viagem ao mundo a escrita: Rimbaud, Baudelaire, Pessoa, Knopfli, Alba, Kavafis, entre outros para falar de poesia, meu campo de eleição. 

Em função de cada projecto em manga, sigo a dinâmica de certos autores. O último projecto acabado teve como marcos: Francis Ponge e António Gamoneda. Voltarei a Ponge nos próximos parágrafos.

Para responder ao tema “O exercício de escrita: à procura da palavra certa!” Tenho de regressar a Rainer Maria Rilke  e a sua resposta a um jovem poeta.  

Diz Rilke na resposta ao jovem: “Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples "Preciso", então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem de se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante, um sinal e um testemunho desse impulso” (Rilke, 2009:9) .

Ou seja, o que nós trazemos a este universo literário? Será que deixar de escrever o mundo deixará de ser esta Odisseia? Para Moacyr Scliar, o acto de escrever é uma continuação do acto de ler. É preciso captar com os olhos as imagens das letras, guardá-las no reservatório que temos em nossa mente e utilizá-las para compor depois as nossas próprias palavras.

Assim, percebo que não podemos ter uma escrita sem uma leitura continuada, sem aprimorar o nosso desejo ardente da palavra, a métrica, a metáfora e outros elementos que nos podem conduzir ao óptimo de um texto em prosa ou poesia.    Afirmei antes que voltaria a Ponge  porque a estória do seu livro Savon é interessante. Eu fiquei cerca de 4 anos para tirar os ensaios poéticos e não posso deixar de ficar de alguma forma satisfeito porque permitiu-me ter alguma maturidade estética.

Ponge em carta a Jean Paulhan – amigo e editor Ponge, quando começou a escrever Le Savon (Sabão), partilhou sua angústia e dificuldade em terminá-lo. Chegou a pensar em abandoná-lo, mais de uma vez, e persistiu escrevendo e revendo o texto durante vinte e cinco anos (de 1942 a 1967, data de sua publicação). É facto, que alguns poetas insistem em alguns escritos sem saber bem o porquê. O que é da ordem da pulsão faz seu espaço no “que não cessa de não se inscrever”. Ou seja, no que pode ser nomeado como algo da ordem do impossível, que insiste.

Jacques Derrida disse que Ponge assumia, neste escrito, uma perda não declarada até então. Pois, o que ele falava havia sido “esquecido” por muitos de seus contemporâneos. Hoje podemos remexer nestas letras, e pensá-las como um desejo de testemunho. E, ainda podemos perceber que o poeta escreveu um texto para além do poético. Algo que, em meio ao impossível de se dizer, fizesse ruídos em orelhas torturantes .

A palavra em acto na intenção de produzir uma luz, que possa fazer buraco na memória. Assim estamos na trilha do real, e do faltoso; o que não pode ser dito todo.

Como podemos perceber, para o autor o texto não estava ao nível do que pretendia tendo levado cerca de 25 anos para atingir o seu desejo.

“(…), quando pensamos, quando escrevemos, somos habitados pela presença. Não só a presença física dos que nos acompanham, mas a imponderável presença do invisível: das vozes que ouvimos, dos poetas e escritores que lemos, de tudo aquilo que nos habita e se demora em nós, mesmo que não nos apercebamos. Estar a sós diante da página em branco nunca é uma verdadeira solidão, para combater um certo lugar-comum que persiste. É sobretudo um acto de escuta e de abandono, em que procuramos esse rio interior ou a voz que nos persegue, aquela que procura a sua fenda, a fissura, por onde entrar e fazer-se corpo, linguagem, um modo de se dizer e de chegar à fala, atravessando os tempos”, Maria João Cantinho (2017) .

É necessário ter prazer ao escrever, deixar o sentimento, o gosto pela palavra, pelos sons, ritmo. Roland Barthes (1996:9) fala do prazer do texto. “Um texto lido com prazer significa que foi escrito com prazer. Mas, o prazer de escrever não assegura o prazer do leitor no acto de ler, pois a recepção do texto dependerá de cada um. É preciso haver, haver então um jogo de entre escritor e leitor, um espaço de abertura fornecido pelo narrador que permita a entrada do leitor no texto”.

No acto da escrita exige inspiração e transpiração. Ao escrever, busca-se eventualmente um “algo a mais”, aquilo que possa transcender o próprio escritor, aquela busca ancestral de deixar para a futura humanidade outra lembrança que não sejam filhos ou árvores.


Para concluir, a minha experiência tem demonstrado que o texto fala quando já está acabado. Há uma certeza em nós, um frio no estômago, umas lágrimas que passeiam de satisfação pela íris.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FALA AÍ BRASIL... ADRIANA MAYRINCK

Não fazer nada em alguns momentos é a melhor postura a se tomar. Não fazer nada e apenas observar. O vento bailar. O tempo passar. A vida conduzir.

E a partir daí tudo começa a se renovar, acontecer, e pessoas se encontram e te convidam a seguir por novos caminhos, onde as ideias anteriores perdem força e tantas outras mais autênticas e até mais viáveis ganham forma. E nesse instante, reformulamos situações acomodadas que se incrustam em nosso cotidiano e principalmente em nosso espaço virtual, em que nos convidam e excluem a seu bel prazer, vamos ignorando, aceitando, e um dia, em que não fazemos nada, elas começam a incomodar e percebemos que a vida reivindica uma tomada de postura.

Não fiz nada para mudar minha postura profissional que, há mais de 27 anos, vou lapidando, sem mudar a essência. Transparência, profissionalismo, habilidade e competência foram as palavras gravadas e repetidas na busca da satisfação e realização a cada trabalho, nesses tantos anos de trocas, vivências e aprendizado.

E aprendi que devemos sempre estar atentos a mudança de ventos e humores, principalmente quando se trata de um ambiente em que a vaidade, o ego e a necessidade em se fazer destacar é quase uma conduta implícita seguida por muitos que, particularmente, discordo, mas sigo respeitando o direito de cada um ser o que é, e que na maior parte das vezes assisto as respostas da vida que, com coerência e justiça, vai colocando os pingos nos is e cada um em seu devido lugar.

Não fazer nada, em determinadas situações, embora pareça retirada de campo, é apenas mudança estratégica para firmar posicionamentos e expandir a capacidade de resiliência, e não compactuar com o que se torna incômodo e insensato.

Aprendi a pedir "permissão" com contrato assinado, quando o projeto de terceiros me dá oportunidade de produzir, divulgar e conduzir. E diante da gentileza dos que prestigiam, apoiam, se envolvem, participam, na maioria das vezes os resultados superam as expectativas. E se por um lado me engrandece, por outro, percebo nas entrelinhas a insegurança de uns e outros em perder espaços e adeptos para a concorrência irreal e inexistente, como fantasma criado que persegue e assombra.

Mas, que eu saiba, o sol está aí e brilha para todos. E quando a chuva cai, também não poupa ninguém. E diante disso só os incompetentes, dissimulados, interesseiros, podem até sentir-se inseguros com a grama do vizinho que acham ser mais verde, e nem por isso, deixam de circular por aí e angariar novos adeptos, desavisados e ingênuos. E como disse, todos têm o direito de fazer e ser o que quiserem, e a vida vai dizendo quem sim e quem não.

Eu apenas observo, deixo o vento bailar, o tempo passar, a vida conduzir e... não fazer nada.

DRIKKA INQUIT