domingo, 10 de dezembro de 2017

FALA AÍ BRASIL... SÍLVIA SCHMIDT (IV)

Comoção

Foi de comoção minha experiência após ler Canção da Liberdade de Jade Rainho-moça linda que conheci em seus e meus tantos caminhos nas estradas da existência. Em uma manhã de Domingo dia de feira -na pequena vila de Caeté Açu no Parque Nacional da Chapada Diamantina-BA- ano de 2014-15. Foi uma conexão imediata. E depois na Festa Literária de Paraty ano em que as mulheres em auto publicações tornaram este evento um dos mais impactantes e inclusivos- a festa como festa na FLIP 2017.
Jade ave transformando vida em versos ousados [a fuga do centro do conforto]
ao mirar novos lares e universos [a transformar e transmutar-se] em canção em ritmo em criativas janelas.
Quando da primeira leitura o sentimento foi tal que precisei parar de ler este livro de poder- meus olhos eram apenas lágrimas em cascatas- o que deveríamos ser.
Cascatas, rios riachos e flores aves e afetos em versos encaixados encadeados ritmos das canções d’almas- pachamamas- peregrinas e viandeiras. Elaborados em sua visualidade em espaços também livres na folha de papel pólen bold 90G- folhas que a escolheram e escolhidas foram por suas mão de poeta: “Um livro Mágico feito de aprendizados como ela mesma nos lembra em sua contracapa
– ela uma - andorinha dourada- “abrigando entre as asas pedaços do céu”.
Agora em minha segunda e completa leitura – neste final de beleza pungente – eu sucumbi novamente a esta comoção a esta voz plena em pausas em explosão.
Coube-me neste universo nestes cantos o mundo aos quais ela generosamente nos transporta:
Vêneto, Itália verão de 2009
Cuyabá outubro de 2010
Ponta da Liberdade, Algarve Portugal
Porto Alegre
Penápolis
Budapeste
Largo Santa Cecília, centro São Paulo
Ligúria, Itália
Caeté Açu verão de 2015[aqui nosso tempo e nosso espaço de encontro]
Nestes lugares o seu tempo-espaço de vida [a física quântica nele inscrito]
“na impulsão original
inaugura a nova física
ilumina os mistérios
do cosmos”
Jade Rainho um pássaro de asas quebradas sua alma sua palma porque acrescenta na forma no sentido nesta amplitude impensável em um livro pocket- imensidões e potências reavivadas em significados. E a janela então seus braços abertos sua inteligência concreta [trabalho com o sentido visual- significante- a parte material do signo linguístico] em
] ] ] ] ] ] ] ] ] ] abro a janela [ [ [ [ [ [ [ [ [ [
Assim como em O APRENDIZ DE SIGNIFICAÇÕES
OU PALAVRAS REGADAS AO VENTO
Para Manoel de Barros
Livro síntese Canção da Liberdade versos universais abertos para o Amor
“Amor maior que mentira de pescador” que síntese essa- que síntese- neste
vasto repertório metalinguístico [espanhol inglês tupi guarani grego italiano]
enfim poiésis no sentido platônico [“ poiésis expressa o sentido geral do verbo poiéo,
que significa produção, fabricação, criação.
Livre e leve como uma pena- presente na obra.
Gratidão [somente para os que entendem]

Por Sílvia Schmidt
escritora editora poeta

Referência neste link



sábado, 9 de dezembro de 2017

FALA AÍ BRASIL... TACIANA VALENÇA (XI)

TPM

Sei que mulher é bicho estranho mesmo. Esquisito. Uma doideira. Quem quiser que tente entender. Eu, por ser uma, não me dou a esse trabalho. Às vezes chego a ser hilária sem nem me dá por conta. Mas, especialmente alguns dias no mês, realmente, a “porca torce o rabo”. Num dia como esses, tive um acesso; isso mesmo, aquilo foi um acesso de raiva, uma explosão, uma não sei o quê e nem por que. Comecei a falar, falar, falar... reclamei até das chamadas do telejornal. No dia seguinte meu filho perguntou se estava melhor. Perguntei:

- Melhor de que meu lindo? (na maior calma do mundo)

Ele falou de tudo que eu tinha dito no dia anterior e realmente vi que ficou muito preocupado. Então procurei explicar da melhor forma que pude, o que era TPM. Ele ouviu, perguntou e aparentemente, entendeu. Fiquei feliz por ter conseguido explicá-lo. Depois de alguns dias, ouvi perguntando a avó se ela tinha TPM. Ela sorriu e perguntou se ele sabia o que era isso. Ele disse que sabia, que a mãe havia explicado. Então perguntou o que era. Ele disse:

- Terrorista, Poderosa e Monstruosa. 

Fiquei arrasada!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

ADRIANA APRESENTA... MANUEL MACHADO

Sensibilidade a flor da pele, humanismo e solidariedade. Essas são as palavras que definem Manuel Machado, que traduz não só em palavras, mas em sua forma de estar no mundo,  o sentido máximo de expressar a poesia em todas as suas vivências. Com talento e uma forma leve, discreta e sutil de se integrar por onde passa,  faz desse autor uma pessoa para não só ler, mas também para se admirar.

Manuel Jorge Machado Barqueiro, nascido no Porto por mero acaso, criado em Luanda-Angola, vivido em Lisboa, respira em qualquer sítio do mundo. Bancário de profissão já reformado, actualmente voluntário e cuidador por devoção. É terapeuta de reiki e dedica-se com forte fascínio pelas filosofias budistas. Tem participado de algumas antologias e lançou o seu primeiro livro O QUE A MINHA CANETA ESCREVEU, parte da coleção STATUS QUO coordenada por Emanuel Lomelino, em 2017.

“Há quem guarde as memórias e quem necessite relembrar histórias para colocar pontos finais no passado. O QUE A MINHA CANETA ESCREVEU, é uma forma de encerrar algumas histórias, relembrar outras com saudade e retornar a locais do passado que a memória foi incapaz de apagar, numa viagem, com muitas viagens dentro, sem distâncias nem tempo.”

A ASSESSORIA LITERÁRIA da In-Finita agradece o apoio e carinho deste autor, que veio somar e partilhar vivências.

Podem acompanhar o autor neste link 


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

FALA ÁFRICA... MACVILDO PEDRO BONDE

M. P. Bonde lança A DESCRIÇÃO DAS SOMBRAS 

A Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo,  lançou nesta quarta-feira, dia 06 de dezembro, o livro intitulado “A descrição das sombras”, da autoria de Macvildo Pedro Bonde ou M. P. Bonde, como é conhecido,  é resultado da primeira edição do prémio Fundação Fernando Leite Couto.

Segundo Bonde, o livro é uma prosa poética dividida em quatro momentos. No primeiro, terceiro e quarto, o poeta fala de seus “eus” e daquilo que apoquenta a sociedade. No segundo momento, fala do amor. “Não vale apena só falar de mim, mas também olhar para os males que apoquentam a sociedade que também sou membro. E como cidadão, tenho também de manifestar a minha simpatia ou não perante a sociedade”, referiu.

Este é o segundo livro de Bonde, depois de “Ensaios Poéticos”, lançado em Março deste ano. Por isso, nos próximos tempos, o poeta quer apenas deixar que as suas obras ganhem própria vida. “Neste momento tenho sete projectos terminados, mas o processo de publicação é outra coisa. E depois de ter dois livros em um ano não estou muito agora preocupado em lançar um livro. Estou num período `sabático´ de ponto de vista de publicação a não ser que seja aliciado por um projecto interessante. Tenho que deixar os livros ganharem a sua vida e as pessoas também consumirem”, referiu Bonde.

Biografia do Autor:
M.P.Bonde nasceu a 12 de Janeiro de 1980 em Maputo. Foi membro do projecto (JoAC) Jovens e Amigos da Cultura entre 2003-2004. Em 2004 é convidado para fazer parte do grupo Arrabenta Xithokozelo onde animam as noites de poesia e música no Modaskavulu do Teatro Avenida. Tem textos publicados na colectânea Arqueologia da Palavra, e em revistas electrónicas.
Em 2017 lança a sua primeira obra literária Ensaios Poéticos pela Cavalo do Mar. No mesmo ano é agraciado com o prémio Fundação Fernando Leite Couto com a obra A descrição das sombras, na sua primeira edição.

Podem acompanhar a página do autor neste link

E a fonte de divulgação neste link 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ADRIANA APRESENTA... MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

Um sorriso acolhedor e um olhar de simpatia, Maria Antonieta Oliveira é daquelas pessoas que de imediato queremos permanecer ao lado. Essa foi a primeira impressão que tive, ao conhecer a autora e com o passar dos dias, a mulher. De opinião firme, mas sensata, de alegria genuína , mas feita de lutas, batalhas e dores. Também é a expressão da superação, da garra, da coragem e do entusiasmo. Sensível e forte. E com o dom da palavra escrita. Do ser poeta.

E para exemplificar, transcrevo a sinopse de SENTIRES POÉTICOS, seu mais recente lançamento parte integrante da COLEÇÃO STATUS QUO:

As experiências proporcionadas por encontros e desencontros, alegrias e tristezas, conquistas e frustrações, ânimos e revoltas, explicam a vida. O amor, a paixão, a solidariedade e o humanismo, são o tempero da própria vida. O medo, as angústias, as desilusões e desencantos são o preço por viver-se.
E a pena da poeta, qual cineasta, oferece-nos uma película de palavras que nos ilustra a vida, dando-nos a conhecer os seus sabores e o preço que temos de pagar por vivê-la.

Apresento e aproveito a oportunidade para agradecer a confiança, o apoio e o acolhimento da mais nova integrante da ASSESSORIA LITERÁRIA feita pela In-Finita:

Maria Antonieta Oliveira nasceu a 17 de Junho de 1948 - Colaborou em mais de cinco dezenas de antologias e colectâneas. - Foi autora da marcha popular do Vale Grande (Pontinha-Lisboa) nos anos de 1995 e 1996 - Em 2011 publicou o 1º livro de poesia intitulado “ Galeria de Afectos “ sob a chancela da Temas Originais - Ganhou o 2º prémio no 1º concurso de poesia da Associação Cultural DRACA – Palmela (2011), com o poema “Calceteiro”. - Em 2012 publicou o 2º livro de poesia intitulado “Encontro-me nas Palavras” sob a chancela da Temas Originais - Em 2014 publicou o 1º romance intitulado “Para Além do Tempo” sob a chancela da Chiado Editora - Em 2017 publicou o 3º livro de poesia intitulado “Sentires Poéticos” sob a chancela da Edições Vieira da Silva Prefaciou vários livros de outros autores. Apresentou o livro Impulsações do poeta Emanuel Lomelino.

Podem acompanhar a autora neste link